Autora: Lyly Oak
https://music.youtube.com/watch?v=AOxEpMD-40E&si=b2GBJCMtT0HbTDn0
Quarto de hotel, Mônaco. Pós-GP.
O corredor do hotel parecia silencioso demais comparado ao rugido que ainda ecoava nos ouvidos dele. A vitória ainda pulsava no sangue de Lewis, mas havia uma pressa diferente agora — uma fome que não era por troféus, nem por champagne. Era por você.
Ele destrancou a porta com um empurrão preguiçoso, o troféu debaixo de um braço, e o macacão da Ferrari aberto até a cintura, revelando o peitoral suado, tenso, ainda marcado pela corrida. O zíper abaixado revelava as faixas da cueca preta, colada ao corpo, e o sorriso que ele te lançou assim que te viu — torto, sacana, vitorioso — foi o suficiente pra fazer o ar sumir dos seus pulmões.
— Tá me esperando de pé assim, toda linda? — ele murmurou, a voz grave arrastada, enquanto deixava o troféu sobre o aparador. — Quer me matar?
Você cruzou os braços, o vestido justo marcando cada curva, os olhos famintos encontrando os dele com a mesma ousadia.
— Queria ser a primeira comemoração da noite. — respondeu com um sorriso quente. — Consegui?
Ele caminhou até você como quem sabe exatamente o que faz com a própria presença. Os cachos um pouco molhados, a respiração ainda pesada, o cheiro da pista misturado ao perfume dele. Um veneno.
— Conseguiu muito mais que isso, princesa. — ele rosnou rente à sua boca. — E agora vai aguentar as consequências.
Antes que você pudesse soltar qualquer provocação, Lewis te puxou pela nuca, colando os corpos com força. O beijo veio carregado, urgente, possessivo. A língua dele invadiu a sua boca como se quisesse dominar tudo — e conseguiu.
As mãos deslizaram pela sua cintura, descendo até sua bunda, apertando com força, como se estivesse testando a paciência que já não existia. Ele mordeu seu lábio inferior, sussurrando entre beijos quentes:
— Tô com você na cabeça desde a primeira curva. Correndo duro, com a imagem da tua boca me esperando... e agora você tá aqui, linda, minha.
Você gemeu contra os lábios dele, puxando o macacão mais pra baixo até que ele ficasse pendurado nos quadris. Seus dedos deslizaram pela pele suada do peito dele, traçando as linhas que o esforço da corrida deixava ainda mais marcadas.