https://music.youtube.com/watch?v=lBakG7KtVZE&si=pXMYwvzHV2P-pUWi
Nathan Carter nunca dirigiu tão rápido para casa.
Três semanas longe. Três semanas sem ela.
O cheiro da pele dela ainda estava gravado em sua memória, assim como o som doce de sua risada e a forma como o corpo dela se encaixava no dele, quente e perfeito. Ele passou esse tempo inteiro contando os dias, as horas, os minutos. E agora, nada mais importava.
O motor da caminhonete mal esfriou antes de ele saltar para fora. Com passos determinados, atravessou a varanda e girou a maçaneta.
Helena.
Ela estava ali, de costas para ele, os cabelos soltos caindo como seda sobre a pele nua dos ombros. A camisola preta, curta e provocante, era um convite silencioso – um desafio.
Nathan trincou a mandíbula.
— Se isso é uma armadilha, amor, parabéns. Você me pegou.
A voz dele saiu rouca, carregada de desejo.
Helena sorriu antes de se virar lentamente, a expressão preguiçosa e cheia de travessura.
— Eu? Armando algo? Que absurdo.
Nathan riu baixinho, um riso grave que fez um arrepio subir pela espinha dela. Jogou a jaqueta no chão sem olhar, os olhos escuros percorrendo cada centímetro do corpo que ele conhecia tão bem – mas do qual jamais se cansava.
— Vem aqui.